100+1: uma celebração à altura de Cascaes
Pela primeira vez na história de Florianópolis, de 16 de outubro a 14 de novembro, a área de maior concentração de pessoas da cidade – o Terminal de Integração do Centro (TICEN) – será ambientada para receber uma mostra da diversidade da obra de Franklin Cascaes: exposição de 32 reproduções de esculturas, 26 desenhos, 10 manuscritos, exibição de quatro filmes sobre ele e sua obra, oficina e aulas de desenho, cinco shows musicais em diferentes pontos da cidade e 16 apresentações teatrais se somarão às interferências como distribuição de panfletos com benzeduras, simpatias e histórias dos escritos de Cascaes. Tudo isto faz parte da programação do projeto
Com toda a programação gratuita e um público estimado em mais de um milhão de pessoas, este projeto da Associação dos Amigos do Museu Universitário é produzido pela Exato Segundo Produções Artísticas, com o patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte através do Funcultural. As ações contam ainda com a parceria da Universidade Federal de Santa Catarina via Secretaria de Arte (SecArte) e do Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral; da Fundação Catarinense de Cultura; da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e da Secretaria de Educação de Florianópolis. O projeto tem o apoio da COTISA, da Rádio CBN Diário, da Cinemateca Catarinense e do grupo Teatro em Trâmite.
“Em princípio pensamos numa mostra inteiramente de rua, com a distribuição de textos e imagens de Cascaes em panfletos para serem levados para casa. Depois aprofundamos este aspecto público e chegamos ao TICEN, local com maior circulação de pessoas por dia em Florianópolis.
Para Guto Lima, produtor executivo, este projeto “dará uma gigantesca visibilidade às obras e ao próprio Cascaes, mas também é uma forma de devolver à população da Grande Florianópolis os registros culturais feitos por Franklin Cascaes ao longo de tantos anos”. Ele lembra que a idéia do evento começou a ser trabalhada ainda em 2007, para o que deveria ser uma celebração pelo centenário de nascimento de Cascaes em 2008 mas, ainda em 2005, a Associação dos Amigos do Museu Universitário Prof. Oswaldo Rodrigues Cabral já nascia precisamente com este propósito. Nesta época, lembra Bebel Orofino, “Gelci José Coelho, o Peninha, foi a pessoa que nos recebeu no Museu para a criação da AMU para que pudéssemos montar esta programação e, hoje, ele é também consultor do projeto”. Entretanto, a falta de recursos pelo FUNCULTURAL obrigou os produtores a adiarem o evento para este ano mas, de lá para cá, o evento ganhou muito em criatividade.
Só na parte musical, o projeto
Assim, a celebração
Mais que oportuno, o evento, apesar de adiado por um ano, será a tão esperada e merecida homenagem da cidade ao seu mais popular escritor e relator de memórias. Como observa a curadora Bebel Orofino “Não é saudosismo reiterar a importância da obra de Cascaes, mas trata-se de discernir a particularidade estética e cultural de sua produção e compreender a sua ousadia e vanguarda ao retratar as classes populares em seu cotidiano aqui no litoral de Santa Catarina”. De acordo com ela, 100+1 pretende “fazer eco ao seu discurso profético quando alerta para a especulação imobiliária, pode tudo destruir se não assumirmos o compromisso de novas narrativas, assim como suas vacas-tatá a parir novos bezerros e as bruxas a coletar estrelas para semear um futuro um tanto obscuro”.




